GIMP
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2026
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Brasil
UX/UI Design para

O GIMP acredita na liberdade criativa de verdade, impulsionando criatividade de forma justa e acessível.
Problema percebido
O GIMP é conhecido por ser um dos principais softwares editores de imagem do mercado, sendo uma alternativa gratuita para os usuários que utilizam o Adobe Photoshop. Porém, mesmo sendo mais acessível, muitos designers continuam optando por ferramentas proprietárias, mesmo com custos elevados, ou mesmo utilizando versões pirateadas destes mesmos sistemas.
Este cenário revela uma questão importante: se existem ferramentas gratuitas com recursos profissionais, por que muitos profissionais ainda preferem softwares pagos?
Uma hipótese inicial é que essa escolha não esteja relacionada apenas às funcionalidades disponíveis, mas também à percepção de valor, usabilidade e posicionamento dessas ferramentas no mercado.
Diante disso, o projeto buscou investigar quais fatores influenciam essa decisão e como o GIMP poderia se posicionar de forma mais competitiva para designers.
Processo e metodologia
Pra estruturar o projeto, eu parti de três pontos principais: entender o contexto de mercado, o comportamento dos usuários e analisar o que já existe hoje.
Comecei com uma desk research pra me aprofundar no universo dos softwares de código aberto. Busquei entender como essas ferramentas são usadas, quais termos aparecem com mais frequência, o que os usuários mais valorizam e, principalmente, como o GIMP é visto nesse cenário.
Nesse processo, uma coisa que chamou atenção foi o aumento na busca por editores gratuitos, ferramentas com inteligência artificial e soluções que consigam integrar diferentes formatos de mídia no mesmo lugar.
Depois, fui olhar para o mercado. No benchmarking, o Adobe Photoshop se destaca muito pela força da marca e por ser praticamente um padrão entre designers. O Krita aparece mais focado em pintura digital, mas com uma interface bem próxima do que as pessoas já estão acostadas. Já o Pixeluvo segue um caminho mais simples e leve, tentando facilitar a entrada de novos usuários.
Mas eu ainda sentia que faltava entender o lado de quem realmente usa essas ferramentas.
Então, realizei uma pesquisa com 23 designers pra responder uma pergunta bem direta: por que tantas pessoas ainda preferem usar ferramentas proprietárias (pagas ou até piratas) em vez de optar por softwares de código aberto?
Os resultados deixaram claro que fatores como performance, interface clara e compatibilidade pesam muito na escolha. Ao mesmo tempo, surgiram algumas barreiras importantes: a familiaridade com ferramentas que já fazem parte da rotina, a falta de curiosidade ou tempo pra testar alternativas e, principalmente, o a falta de conhecimento sobre o que outras ferramentas são capazes de fazer.
Personas

A primeira persona é a Julia, uma ilustradora freelancer que atua principalmente com campanhas digitais e projetos de branding.
Hoje, ela utiliza ferramentas da Adobe no dia a dia, muito por influência da faculdade e do próprio mercado. Mesmo assim, existe um interesse real em alternativas mais acessíveis.
O problema é que essa mudança não é tão simples. A familiaridade com as ferramentas que ela já domina, junto com a insegurança em relação à curva de aprendizado de novos softwares, acabam dificultando a adoção de soluções open source.

A segunda persona é o Bruno, um designer gráfico mais independente, que valoriza bastante liberdade criativa e se identifica com a filosofia do software livre.
Ele já prefere utilizar ferramentas open source justamente por acreditar nesse modelo mais colaborativo e também por buscar mais autonomia, inclusive financeira.
Ainda assim, nem tudo é simples. Bruno enfrenta dificuldades principalmente quando precisa trabalhar com clientes ou outras pessoas que utilizam ferramentas proprietárias, o que acaba gerando limitações no fluxo de trabalho.
Essas duas personas ajudam a representar bem os dois lados que apareceram na pesquisa: de um lado, profissionais que até têm interesse em alternativas gratuitas, mas esbarram em barreiras na hora de mudar. Do outro, pessoas que já estão dentro do universo open source, mas ainda enfrentam desafios de compatibilidade e aceitação no mercado.

Pra aprofundar ainda mais o entendimento das personas, desenvolvi também uma matriz de necessidades. A ideia foi organizar de forma mais clara as motivações, dores e expectativas desses usuários em relação às ferramentas de design que utilizam.
A partir disso, começaram a surgir alguns direcionamentos importantes pro redesign. Ficou evidente a necessidade de comunicar mais profissionalismo, deixar mais clara a proposta de valor do GIMP e reforçar a conexão com a comunidade open source.
Esses pontos passaram a guiar as decisões ao longo de todo o projeto.
Resultado
O redesign foi concebido como um reposicionamento estratégico, não apenas visual.

A hero section com a mensagem �??Onde suas ideias ganham liberdade para existir�?� responde diretamente ao insight sobre autonomia e filosofias open source identificados na pesquisa. Pontuando que, por se tratar de um sistema de software aberto, o usuário tem real liberdade para poder utilizar como quiser, sem limitações que existem em softwares freemium ou completamente pagos.

Os blocos �??Edite, teste e refine�?� e �??Total autonomia para criar�?� foram estruturados pra responder a duas coisas que apareceram muito forte na pesquisa: performance e controle. Por isso, o conteúdo reforça compatibilidade de formatos e uso profissional, além da possibilidade de trabalhar com extensões.

Já a seção �??Recursos para artistas e ilustradores�?� se conecta diretamente com um dos perfis mais presentes na pesquisa. A escolha de imagens com uma estética mais autoral ajuda a reforçar a percepção de qualidade e uso profissional.

O bloco �??Sem paywall, sem assinatura, sem surpresa�?� vem pra quebrar uma das principais barreiras percebidas: a ideia de que ferramentas gratuitas são limitadas. Aqui, o foco foi deixar claro que o GIMP entrega tudo o que tem, sem travas, sem cobrança pra liberar funcionalidades e sem surpresas no meio do caminho.

Na área �??Fortaleça a comunidade�?�, a proposta foi trazer dois pontos importantes: a força da comunidade e a lógica de colaboração do software livre. Além disso, a presença de empresas que utilizam o GIMP ajuda a construir mais confiança e mostrar que ele também tem espaço no mercado profissional.

Por fim, o CTA �??Conquiste sua liberdade, baixe o GIMP�?� fecha essa narrativa retomando o conceito central de autonomia, conectando filosofia, funcionalidade e acessibilidade em uma única mensagem.
Conclusão
Esse projeto mostra, na prática, como a pesquisa consegue guiar decisões de design de forma consistente.
Cada parte da interface foi pensada pra responder ao que realmente importa pro usuário. E isso só ficou claro porque houve um esforço de entender melhor como essas pessoas pensam, escolhem e utilizam ferramentas no dia a dia.
No final, o redesign posiciona o GIMP não só como uma alternativa gratuita, mas como uma ferramenta profissional, acessível e alinhada com as necessidades reais de designers hoje.
Resultados e Aprendizados
Esse projeto foi desenvolvido com acompanhamento de mentoria e marcou um momento bem importante na evolução das minhas habilidades em UX/UI.
Ao longo do processo, consegui aprofundar muito mais minha capacidade de conduzir pesquisas, analisar concorrentes e, principalmente, transformar esses dados em decisões de design mais consistentes.
Outro ponto que ficou muito claro pra mim foi o impacto que o design tem na percepção de valor de um produto.
No caso do GIMP, o desafio não era só apresentar funcionalidades. Era comunicar autonomia criativa, acessibilidade e passar uma imagem mais profissional, alinhada com o que o usuário espera de uma ferramenta de design.
No geral, esse projeto marcou uma evolução na forma como eu penso e construo processos orientados por pesquisa e estratégia.
O que pode vir a seguir?
Aqui, o foco foi o redesign da home do site do GIMP, pensando nela como a principal porta de entrada para novos usuários.
Como continuidade, faria bastante sentido expandir esse trabalho para outras páginas, como funcionalidades, download, documentação e comunidade.
Isso permitiria aprofundar ainda mais a proposta de valor do GIMP e construir uma experiência mais completa e consistente ao longo de toda a navegação.






